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sábado, 24 de janeiro de 2015

Estes. Esses que são para o resto da vida como um cartão de visita, e que podem fazer de nós paxás dos cânones ou nababozinhos da clínica.

Estes. Esses que são para o resto da vida como um cartão de visita, e que podem fazer de nós paxás dos cânones ou nababozinhos da clínica.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Dicionário do Mofino 53


Exame, s.m. Exumação dos restos mortais do defunto ano lectivo, e o seu translado para uma folha branca, marginada e rubricada, sob o olhar atento de dois defunteiros designados vigilantes;  a via crucis do estudante, que o leva da ignorância à sabedoria franciscana de Fernando de Bulhões: não é sábio quem sabe mais do que é preciso; o de consciência, em que examinando e examinador coincidem, foi considerado perversamente freudulento, já fez o mea culpa e foi ao divã.


terça-feira, 28 de junho de 2011

Stephen Ball e os Terrores da Performatividade



A Mitologia subjectivou-se, e a heroicidade revela-se hoje num eu performativo inscrito nas diversas esferas da existência social. O culto do indivíduo sobreactivo, que forceja insanamente para maximizar todas as suas performances na profissão, na forma física, no sexo, no consumo, no envelhecimento (nas sociedades hipermodernas de horror à senescência, envelhecer é a performance por excelência) faz parte do sincretismo ideológico hodierno. Liptovesky já escreveu bastamente sobre a cultura da performance, da superação e da excelência - todos estimulados, todos determinados a ser competitivos, a correr riscos, a chegar ao topo –, mas foi Stephen Ball quem melhor descreveu os terrores da performatividade do moderno homo docens – o professor: relatórios atrás de relatórios, actas atrás de actas, justificações atrás de justificações, avaliações atrás de avaliações, evidências atrás de evidências.