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domingo, 16 de outubro de 2016

Sheffield's classical music


Há a classical music, a america's classical music e, por estranho que pareça, também há a Sheffield's classical music. Música seriíssima.

O melhor Kit do desquite


O melhor Kit do desquite. Ninguém prestidigita tão bem como o B. Fachada.

domingo, 3 de julho de 2016

Houve um tempo em que a sofisticação pop não tinha a duração de um videoclipe e, iludida, namorava o classicismo. Tinha uma poética e foi eterna enquanto durou. Mas foi um amor durázio.


Houve um tempo em que a sofisticação pop não tinha a duração de um videoclipe e, iludida, namorava o classicismo.  Tinha uma poética e foi eterna enquanto durou. Mas foi um amor durázio.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Acabou o tempo das parábolas evangélicas. Até porque Cristo morreu, Marx morreu, nós próprios já não nos sentimos muito bem, deixou de haver boas-novas e, não menos importante, passou a haver filmes e canções pop



Acabou o tempo das parábolas evangélicas. Até porque Cristo morreu, Marx morreu, nós próprios já não nos sentimos muito bem, deixou de haver boas-novas e, não menos importante, passou a haver filmes e canções pop – as parábolas do tempo presente, isto é, diz o Google, canções That Saved Your Life/Songs that inspire you to change your life/Songs that will change your life/Songs that make you cry/Songs that make you feel powerful/Songs to not give up/Songs that will not save your life/Songs that…
Estás perdido? Procura e encontrarás. Ou talvez não.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

A Minha Geração fugiu do Século e recluiu-se ontem no Convento de São Francisco, Coimbra, às dezoito horas.




A Minha Geração fugiu do Século e recluiu-se ontem no Convento de São Francisco, Coimbra, pelas dezoito horas.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

O crítico Simon Reynolds, aproveitando o mote de Barthes ("o Japão é o império dos signos"), escreveu que o Império do Sol Nascente é o "império do retro"...


O crítico Simon Reynolds, aproveitando o mote de Barthes ("o Japão é o império dos signos"), escreveu que o Império do Sol Nascente é o "império do retro". Não há país que melhor zele pela herança da música popular ocidental do que o Japão e as suas editoras. O Japão é a memória do mundo. Alguma pop paga-lhe com pequenas japoneries. Maravilhosos Stereolab!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Depois, depois vieram os Gothic Archies e o brilho soturno de Stephin Merritt cantar que "the world is a very scary place". Ainda hoje estamos assustados e ainda hoje juramos e trejuramos que o disco é melhor do que os livros.


Na contracapa, o leitor incauto era avisado: "Se acabaste de pegar neste livro, ainda não é tarde de mais para o poisares novamente. Como nos anteriores livros de UMA SÉRIE DE DESGRAÇAS, nestas páginas só se encontram desventuras, desespero e desconforto. Ainda estás a tempo de escolher outra coisa para ler".
Depois, depois vieram os Gothic Archies e o brilho soturno de Stephin Merritt cantar que "the world is a very scary place". Ainda hoje estamos assustados e ainda hoje juramos e trejuramos que o disco é melhor do que os livros.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Fausto Bordalo Dias e Zeca na feira de S. Mateus.


E voltamos ao encontro, imaginado pelo Fachada, entre o Fausto Bordalo Dias e o Zeca na Feira de S.Mateus, nos idos de oitenta. Este fasto encontro decorreu no passadiço entre os carrinhos de choque e a barraca das cassetes pirata. E como diz a Mariana Alves, "isto é amor".

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Mas agora, porra!, depois de desconstruir tudo aquilo a que se chama música popular portuguesa ou lá o que é, como um DerriDada pop music , o Fachada só pode ser ouvido sub specie aeternitatis. Se cá estivesses, ó O'Neill, dirias: “Ó Portugal, se fosses só três sílabas,” serias o Fachada.


Presume-se que a música do B. Fachada começou nos idos de 1143, mais coisa menos coisa, mas a história da música popular é uma ciência do impreciso.
Com Deus, Pátria e Família, e numa suite de vinte minutos em ritmo de ginga lenta ao piano e planares de sintetizador, desconstruiu todas as análises caracterológicas do actual ser português. Com desfaçatez, Fachada escreveu a Arte de Ser Português com a Troika. Em fachadês: (...)Portugal está para acabar/É deixar o cabrão morrer/Sem a pátria para cantar/Sobra um mundo para viver/Chegam flores do estrangeiro/Já escolhemos o coveiro/Por mim é para queimar/Mas não quero exagerar//Não à glória nacional/Não à força não letal/Já não canto sobre amores/Nem me perco no recheio/É que em terra de amadores/Basta ter o pau a meio//Eu não sei português/E que se foda Portugal/Eu canto em fachadês/A minha língua paternal...
Depois o Criôlo era bom, tão bom, que, como dizia o outro, devia ser proibido. Mas agora, porra!, depois de desconstruir tudo aquilo a que se chama música popular portuguesa ou lá o que é, como um DerriDada pop music , o Fachada só pode ser ouvido sub specie aeternitatis. Se cá estivesses, ó O'Neill, dirias: “Ó Portugal, se fosses só três sílabas,” serias o Fachada.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Some Girls Are Bigger Than Others

O homem já tem a autobiografia na canónica Penguin Classics, e aqui, na Brixton Academy, em Dezembro de 86, como se Anthony said to Cleopatra /As he opened a crate of ale, cantava o verificacionista Some Girls Are Bigger Than Others. Já sabíamos que algumas canções pop (e Bach) podem ajudar pessoas com lesões cerebrais graves a relembrar memórias pessoais, mas nunca ninguém escreveu sobre os seus efeitos tóxicos. Enquanto esperamos pelo paper, ouçamo-la pela vigésima quinta vez.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

That Was The Worst Christmas Ever!/Música sobre o Natal, para o Natal, para gostar do Natal, para detestar o Natal...

Do homem que um dia quis gravar um álbum para cada um dos cinquenta estados americanos (50 states project) e gravou 5 ep's de música de Natal, antiga e original, eis That Was The Worst Christmas Ever! Música sobre o Natal, para o Natal, para gostar do Natal, para detestar o Natal, mas nunca, nunca, valha-nos o génio de Sufjan Stevens, música de Natal.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Musicofilias/The Bryan Ferry Orchestra




Na revista Uncut, a album review do disco The Jazz Age, da The Bryan Ferry Orchestra, não augurava nada de promissor: Favourite songs from the Roxy man's past, played by jazz vets and cut in crackly mono… Mas depois de ouvir Love Is The Drug ou Slave To Love no estilo de Fletcher Henderson’s orchestra entertaining revellers at the ballroom of the Club Alabam in New York in 1922, o disco que parecia ser só mais uma bizarria retrómana de 2012 logra alcançar coisa luzida e dificultosa - acrescentar mais lirismo às canções de Ferry e dos Roxy Music.

sábado, 3 de novembro de 2012

domingo, 28 de outubro de 2012

Eleições americanas: "Obama blows, but Aimee Mann is the best"



Aimee Mann performed for President Obama and First lady on May 11th 2011 for Poetry Night at the White House. Aimee was joined by a prestigious cast of poets, musicians and artists to celebrate the art of American poetry. Additional artists' highlighting the significant influence of poetry on American culture included Billy Collins, Common, Rita Dove, Kenneth Goldsmith, Alison Knowles, Jill Scott, and Steve Martin and Steep Canyon Rangers.

YouTube

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

ElectroMarcelo





Miguel Cardina via Arrastão

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Dirty Projectors - música para ser grande



Nick Hornby, de novo. Se abandalhar os gostos dos nossos filhos é um dos poucos prazeres que nos sobejam quando começamos a envelhecer, a tornar-nos descartáveis e culturalmente marginalizados, o que fazer quando os juvenis deixam de gostar de candy pop music, ou de rock e hip hop porcinos, e passam a gostar do novo álbum dos Dirty Projectors?  

O que pode uma canção?



No livro 31 songs, Nick Hornby confessa tentar não acreditar em deus e, sendo escritor, não ter paciência para o inefável. Que os tenha encontrado no início do segundo verso de uma canção sobre as alegrias da misantropia e do solipsismo  - One Man Guy, de Rufus Wainwright – só nos pode dar razão: ninguém sabe o que pode uma canção pop.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

sexta-feira, 20 de abril de 2012

domingo, 1 de abril de 2012