quinta-feira, 2 de abril de 2015

O resto são implicâncias monomaníacas do João Miguel Tavares

Para zurzir no número aventado do desemprego real proposto pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra,  estapafúrdio e hiperbólico, o João Miguel Tavares, que tem umas luzes tremeluzentes de história económica, invoca o annus horribilis de 1933 nos Estados Unidos e pergunta: Vinte-e-nove-por-cento?!? Só para termos uma noção, estima-se que a taxa de desemprego nos Estados Unidos em 1933, pleno pico da Grande Depressão, tenha batido nos 25%. Teremos nós um nível de desemprego real quatro pontos percentuais acima da maior depressão do século XX? João Miguel Tavares podia ter continuado: maior do que 23,9% dos espanhóis ( Novembro de 2014)? Maior do que os 25,7% dos gregos (Setembro de 2014)?
O resto são implicâncias monomaníacas do João Miguel Tavares, que a continência e o cautério do tempo quaresmal deviam sarar.

4 comentários:

  1. O que é uma pena, caro Carlos. O homem tem a verve e a truculência do verdadeiro cronista.

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  2. Quer dizer, tem o chapéu e a pena (do chapéu). Falta apenas o cronista...

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